Conectividade em Santarém: o que revela a 394ª posição no Brasil?

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Município aparece na 30ª colocação da Região Norte e na 16ª posição entre os municípios paraenses avaliados, evidenciando os desafios da conectividade na região.

Santarém, um dos principais centros urbanos e econômicos do oeste do Pará, ocupa a 394ª posição no ranking nacional de acesso a serviços de telecomunicações de 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), por meio do Ranking de Competitividade dos Municípios.

No recorte regional, Santarém aparece na 30ª posição entre os municípios da Região Norte. Já no cenário estadual, ocupa o 16º lugar entre os municípios paraenses apresentados no levantamento.

Os dados colocam em evidência uma questão estratégica para o desenvolvimento de Santarém: a necessidade de ampliar e qualificar o acesso à infraestrutura de telecomunicações, especialmente diante da crescente digitalização dos serviços públicos, das atividades econômicas e das relações sociais.


Santarém fica atrás de outros municípios do Pará

O levantamento mostra que municípios paraenses como Canaã dos Carajás, Redenção, Castanhal, Barcarena, Marabá e Parauapebas alcançaram posições superiores à de Santarém.

Canaã dos Carajás, por exemplo, lidera o ranking da Região Norte e ocupa a 21ª posição nacional. Marabá aparece na 259ª colocação brasileira, enquanto Parauapebas está na 262ª.

Outro dado que chama a atenção é que Santarém aparece à frente de Belém, capital paraense, que ocupa a 337ª posição nacional? Não. Na classificação apresentada, Belém está 57 posições à frente de Santarém, demonstrando que ambas enfrentam desafios, embora estejam em situações diferentes no indicador.

A distância entre Santarém e os municípios mais bem posicionados da região reforça a importância de compreender os fatores que influenciam o acesso aos serviços de telecomunicações.

Conectividade é infraestrutura para o desenvolvimento

O acesso às telecomunicações deixou de ser apenas uma questão de comunicação. Atualmente, representa uma condição importante para o desenvolvimento econômico, a inclusão social, a inovação e a eficiência dos serviços públicos.

Em Santarém, essa discussão ganha relevância por sua condição de polo regional, responsável por concentrar atividades comerciais, educacionais, de saúde e de prestação de serviços que atendem não apenas à população local, mas também a municípios do oeste paraense.

A ampliação da conectividade pode contribuir diretamente para o fortalecimento de pequenos negócios, do comércio eletrônico, da educação digital, da telemedicina, do empreendedorismo e da modernização da administração pública.

Entretanto, a realidade territorial amazônica impõe desafios específicos. A extensão geográfica, a presença de comunidades rurais, ribeirinhas e áreas de difícil acesso exigem soluções tecnológicas e investimentos compatíveis com as características da região.

O desafio vai além da área urbana

Discutir telecomunicações em Santarém significa também considerar as desigualdades territoriais no acesso à infraestrutura digital.

Enquanto a expansão de redes de fibra óptica e de serviços móveis pode avançar em áreas urbanas, comunidades mais afastadas dependem de estratégias diferenciadas para garantir conectividade adequada.

Nesse contexto, políticas públicas de inclusão digital, expansão da infraestrutura, estímulo a investimentos e articulação entre governos, empresas e instituições locais tornam-se fundamentais.

É importante observar, contudo, que a posição no ranking, isoladamente, não permite identificar quais bairros ou comunidades possuem maior deficiência de cobertura, nem medir diretamente a qualidade ou a velocidade da internet. Para isso, são necessários indicadores complementares.

O que Santarém precisa fazer para avançar?

O resultado de 2026 deve servir como ponto de partida para uma discussão mais ampla sobre planejamento e desenvolvimento digital do município.

Entre as prioridades que merecem atenção estão a ampliação da infraestrutura de telecomunicações, a melhoria da cobertura em áreas periféricas e comunidades rurais, o fortalecimento de iniciativas de inclusão digital e a criação de condições favoráveis à expansão dos investimentos privados.

Também é fundamental incorporar a conectividade às estratégias de desenvolvimento econômico, educação, inovação e transformação digital dos serviços públicos.

Mais do que melhorar uma posição no ranking, o desafio é garantir que a população e os setores produtivos tenham condições efetivas de participar de uma economia cada vez mais conectada.

Um indicador que merece atenção

A 394ª posição nacional de Santarém no ranking de acesso a serviços de telecomunicações de 2026 representa um sinal importante para gestores públicos, setor empresarial, instituições de ensino e sociedade civil.

O município possui relevância estratégica para o oeste do Pará, mas precisa acompanhar essa importância regional com avanços consistentes em infraestrutura e inclusão digital.

A conectividade não deve ser tratada apenas como um serviço tecnológico, mas como parte essencial da infraestrutura de desenvolvimento de Santarém.

O desafio está em transformar os indicadores em diagnóstico, o diagnóstico em planejamento e o planejamento em ações concretas capazes de ampliar oportunidades para a população.


Fonte: Centro de Liderança Pública (CLP) — Ranking de Competitividade dos Municípios, edição 2026, indicador de acesso a serviços de telecomunicações, conforme classificação divulgada.

Saiba mais: https://rankingdecompetitividade.org.br

Leitura obrigatória

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